Você já pensou insanamente sob um sol devastador?
Eles pensaram.
E agir vorazmente após uma noite gélida?
Eles agiram.
Os dois rapazes eram melhores amigos, pois não tinham outros. Naquela manhã eles acordaram decididos, aprontaram-se e marcharam até a execução do plano.
Parecia um dia calmo na escola de ensino médio. Uns adolescentes eram triviais, enquanto outros eram mais que isso: Superfíciais. Enfim, não importa. Eram todos rasos. E queriam adoração. E pensavam, cada um, em suas cabeças de cavalo, serem o pólo magnético da Terra.
Pois bem... Os dois jovens entraram naquele ambiente com suas sacolas pesadas, abriram e não pararam mais de atirar contra todos, até que a munição acabasse. Até que o estrago tivesse sido bem grande.
E antes que a sinfonia das sirenes dos carros de polícia e ambulâncias se aproximasse, os dois cortaram os pulsos, cada um com seu canivete. E aproveitaram cada minuto, segundo de agonia com uma estranha sensação de dever cumprido.
Quando o resgate chegou, já estavam à poucos segundos de deixar a vida que já não tinham. A primeira pessoa que adentrou naquele lugar fitou o rosto suado de um dos garotos. Ali não havia uma expressão de dor. O que jazia ali era felicidade, que não acabaria nem com o último gargalho que daria no último suspiro. Ali jazia um sorriso largo, cru e cortado, como uma cicatriz na face. Uma caricatura doentia.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Um olhar brilhante
Sheeps

"Vejo os homens de uma geração inteira
criados por mulheres...
mais fortes e espertos do que nunca.
Vejo todo este potencial.
E vejo-o desperdiçado.
Diabos, toda uma geração
trabalhando em postos de gasolina...
...servindo mesas...
Escravos de colarinho branco.
A publicidade nos empurra carros e roupas...
...empregos que detestamos para
comprarmos merdas que não precisamos.
Somos os filhos do meio desta história.
Sem objetivos, nem lugar.
Não temos nenhuma Grande Guerra.
Nenhuma Grande Depressão.
A nossa grande guerra é espiritual.
A grande depressão é nossas vidas.
Fomos todos criados em frente à
televisão para acreditarmos...
...que um dia seríamos milionários
e estrelas de cinema e de rock.
Mas não vai ser assim.
Estamos aprendendo isso lentamente.
E estamos muito, muito zangados."
- Tyler Durden, em "Fight Club"(David Fincher, 1999)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Ei!
Esqueça a cama;
Esqueça a TV;
Esqueça o terremoto;
Esqueça Travis no Taxi;
Esqueça Parnassus;
Esqueça Preciosa;
Esqueça os camundongos do teu quarto;
Esqueça o Nimesulida e o quelo;
Esqueça suas unhas roidas e seu esmalte descascado;
Esqueça o resto de pizza na cozinha;
Esqueça seus óculos escuros e a luz irritante do sol;
Esqueça seus vizinhos;
Esqueça a madrugada;
Acorde!
Chá forte.
.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Estrela da Manhã
Era feia. Ela era essencialmente feia. Por fora, por dentro. Dentro e fora.
Seu rosto cavalar abrigava numerosas papadas escuras.
Sua pele era áspera e sem vida. Sem vida não! Mortificada!
Aliás, era de todo mortificada - das rugas e ao nariz que mais parecia uma batata estragada; Dos olhos de peixe podre aos cabelos de palha; do andar apressado tropeçante à silhueta reta decadente.
Que tristeza! Uma alcoviteira vulgar!-E tinha voz de alcoviteira vulgar! Sim, em toda miserável(ou comum) esquina há uma.
Por que havia de ser tão horrenda? Por que nos incomodar com a sua inútil existência? Por que sujar a estética daquele lugar, que já não era tão belo?
Até o vapor saido de suas narinas era fétido. Tinha cheiro de saliva de moribundo. Seu corpo peguento tinha cheiro azedo - ora como vinagre e carne crua, ora como cominho, alho e cebola crua.
De sua boca saia um bafo terrível, capaz de incomodar um cega a distâncias.
A genital tinha o cheiro de uma peixaria inteira!
As mãos não levavam jeito - o que plantava secava e o que cozinhava adquiria mau gosto.
Mulher desprezível. Sua presença queimava o que a avistava e afastava os bons ventos.
Mas ele a amava.
Seu rosto cavalar abrigava numerosas papadas escuras.
Sua pele era áspera e sem vida. Sem vida não! Mortificada!
Aliás, era de todo mortificada - das rugas e ao nariz que mais parecia uma batata estragada; Dos olhos de peixe podre aos cabelos de palha; do andar apressado tropeçante à silhueta reta decadente.
Que tristeza! Uma alcoviteira vulgar!-E tinha voz de alcoviteira vulgar! Sim, em toda miserável(ou comum) esquina há uma.
Por que havia de ser tão horrenda? Por que nos incomodar com a sua inútil existência? Por que sujar a estética daquele lugar, que já não era tão belo?
Até o vapor saido de suas narinas era fétido. Tinha cheiro de saliva de moribundo. Seu corpo peguento tinha cheiro azedo - ora como vinagre e carne crua, ora como cominho, alho e cebola crua.
De sua boca saia um bafo terrível, capaz de incomodar um cega a distâncias.
A genital tinha o cheiro de uma peixaria inteira!
As mãos não levavam jeito - o que plantava secava e o que cozinhava adquiria mau gosto.
Mulher desprezível. Sua presença queimava o que a avistava e afastava os bons ventos.
Mas ele a amava.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Freitag 13
sexta-feira, 21 de março de 2008
Neófitos

Deixai minhas crias voarem sobre as carnes!
Acaso não sabes que estão famintos?
E que importa se morreu a donzela?
Ainda há de servir! Fita agora o cadáver!
Em destroços, verdade.
E que importa?
Meus filhotes saciam-se! Matam a fome que lhes corrói as entranhas!
E que importa o quê somos? Fomos amaldiçoados, afinal...
Raros e incompreendidos malditos!
Fomos forjados sob um pacto... de sangue.
E que fome! Que sede! A necessidade quase que doentia de destruir diariamente tais sensações. Malditos, eternos malditos! A condição da morte, sem estar; A imprenssão da vida, sem estar. Acompanhados e perseguidos pelo infinito.
Malditos, sempre longe das luzes que expõem nossa palidez. Palidez cadavérica. Sempre escondidos da luz solar. Proteger-se e fugir.
Matar, sugar a palpitação da vida.
Já não basta tanto sofrimento?
Então deixai-nos! Precisamos do corpo desta virgem morta para servi-nos de alimento.
Deixai minha famíia sob as trevas, ou tu serás o próximo!
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