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sexta-feira, 13 de março de 2009

Amado Mestre



Um certo Silva. Ri comigo e lamenta também. Fala na cara e outras vezes ironiza.
Cinismo, seriedade... Constipação, desinteria, oleosidade excessiva, alergias, chocolatria.

Quadros, desenhos, esculturas, música, dança;
Coringa e Batman, Da Vinci, Caravaggio, Buonarotti, Morpheus, Alan Moore, Frank Miller, Poussin, Warhol, Manabu Mabe, Kafka... enfins.

Por vezes Pai,
por vezes Mãe.

Aprendiz e mestre.

Mas sempre amigo.

sábado, 23 de agosto de 2008

Lua nova crescente



Na minha infancia, mamãe contava estórias.
Eu nem lembro da maioria... Lembro de uma em que havia duas crianças: Uma era muito magra, a outra era muito gorda. Não importava as dietas alimentares que fizessem, magrinha vivia sempre magrinha. A gordinha sempre gordinha. O palitinho comia uma elefante e o elefantinho comia um
palito. E nada mudava.
Eu usava óculos e rabo-de-cavalo. Era desastrada, quase sempre deixava o copo de leite achocolatado cair e a sala toda ficava suja - parecia que uma enchente tinha passado por nossa sala. E meus pais brigavam comigo. Comia devagar, escrevia devagar... Pensando bem... Todo mundo brigava comigo! Eu realmente tirava a paciência de qualquer um.
Com o tempo a solidão não era tão ruim assim... Eu bem gostava de brincar sozinha e nas minhas estórias de boneca a Mãe sempre trabalhava fora, o Pai era dono-de-casa e a Filha tinha uma saúde muito frágil, ficando sempre doente!
Gostava de desenhar e detestava muita gente perto de mim dizendo "Olha! Ela desenha!" - Dã!- e por isso me isolava. Ah, no final das aulas eu sempre me sentava no fundo da sala, onde havia uma estante cheia de livros... Eu li todos os de português. Também li todos os livros de português da casa da minha titia. Hahaha! Acabei me tornando fã de Luís Fernando Veríssimo!
E daí se eu falava com animais? Ainda falo!
Criei duas amigas imaginárias. Ainda amo-as.
Mas também era muito briguenta e mamãe era sempre chamada na escola. Eu tinha de me defender!
Comia vegetais sem nenhum problema, caçava rãzinhas e gostava do travesti que morava np bairro.
Gostava de cobras, aranhas, tubarões, morcegos e ratos(principalmente dos filhotes, as 'catitas',
por serem cegos e sem pêlos- tão vulneráveis!).
Uma pessoinha um tanto quanto excêntrica...


Lua.(confessando, silêncio!)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Pequena Princesa medíocre

Ando meio 'Pequeno Príncipe' nos últimos dias...
Os dias que parecem sempre os mesmos, salvo alguns detalhes.
Meus dèja-vu de particularidades andam tomando minha mente cansada e o passado esvaece cada vez mais; E ainda assim me persegue!
Eu planto minhas rosas, dialogo com elas, faço meu forninho com o simplório propósito de nutrir-me... Isso torna meus meus dias tão pares... Os céus estão sempre estrelados, contudo, perto do meu mundinho não passa uma pomba sequer para me libertar dessa rotina medíocre!
Então converso com minhas rosas e não me incomodo com seus espinhos. Aprecio as cores de suas pétalas. Que pétalas!

sábado, 10 de maio de 2008

Mal-criada


Eu não penso precisar de compaixão
ou piedade.
Não quero a ternura de desconhecidos.
Eu realmente não preciso.
Nem a obediência dos bons meninos.
[O desejo cruel de cuspir nos dogmas pessoais]
Eu gosto é de distorcer a 'realidade' que esses alheios criam.
Pena que hoje eu não respondi mal ao meu educador,
santo!
Por hoje eu não fui uma menina mal-criada.
Eu não bati o pé e nem fiz biquinho.
Mas eu penso mal,
sim, eu penso mal...
De um modo grotesco.
Prefiro ajoelhar no milho.