quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Carinho




Carinho é um alívio tão grande...
Ou melhor: Um refúgio tão grande!


Sabe aqueles dias em que a única coisa que você consegue pensar que o mundo é uma droga, que a vida não presta e que você é alvo?
Pois é.
Mas ainda assim eu insisto que vale a pena resistir ao mundo, agüentar a vida e carregar uma marca de 100 pontos-bônus para os dardos da 'sociedade' na testa! Tudo isso quando se tem carinho mútuo!
Vale a pena se eu sei que, quando chego à minha casa, Bebê vai estar gritando meu nome e assobiando todas notas possíveis inventadas da sua cabeçinha verde e que Flake vai me perseguir por todo canto que eu esteja e no fim deitar em meu colo, ronronar e cochilar comigo.
Limpar sujeira de papagaio e gata é muito bom pra acordar do marasmo, sabia? Cuidar dessas criaturas pode ser cansativo, mas é bastante compensador!

Lua
(Barbie resolveu tirar umas férias, mas logo volta!)


Ouvindo no repeat: Depeche Mode - Freelove e I feel loved

sábado, 23 de agosto de 2008

Lua nova crescente



Na minha infancia, mamãe contava estórias.
Eu nem lembro da maioria... Lembro de uma em que havia duas crianças: Uma era muito magra, a outra era muito gorda. Não importava as dietas alimentares que fizessem, magrinha vivia sempre magrinha. A gordinha sempre gordinha. O palitinho comia uma elefante e o elefantinho comia um
palito. E nada mudava.
Eu usava óculos e rabo-de-cavalo. Era desastrada, quase sempre deixava o copo de leite achocolatado cair e a sala toda ficava suja - parecia que uma enchente tinha passado por nossa sala. E meus pais brigavam comigo. Comia devagar, escrevia devagar... Pensando bem... Todo mundo brigava comigo! Eu realmente tirava a paciência de qualquer um.
Com o tempo a solidão não era tão ruim assim... Eu bem gostava de brincar sozinha e nas minhas estórias de boneca a Mãe sempre trabalhava fora, o Pai era dono-de-casa e a Filha tinha uma saúde muito frágil, ficando sempre doente!
Gostava de desenhar e detestava muita gente perto de mim dizendo "Olha! Ela desenha!" - Dã!- e por isso me isolava. Ah, no final das aulas eu sempre me sentava no fundo da sala, onde havia uma estante cheia de livros... Eu li todos os de português. Também li todos os livros de português da casa da minha titia. Hahaha! Acabei me tornando fã de Luís Fernando Veríssimo!
E daí se eu falava com animais? Ainda falo!
Criei duas amigas imaginárias. Ainda amo-as.
Mas também era muito briguenta e mamãe era sempre chamada na escola. Eu tinha de me defender!
Comia vegetais sem nenhum problema, caçava rãzinhas e gostava do travesti que morava np bairro.
Gostava de cobras, aranhas, tubarões, morcegos e ratos(principalmente dos filhotes, as 'catitas',
por serem cegos e sem pêlos- tão vulneráveis!).
Uma pessoinha um tanto quanto excêntrica...


Lua.(confessando, silêncio!)

sábado, 26 de julho de 2008

Alívio já!



Só pra dizer que, apesar de tudo, eu me sinto parcialmente resolvida.



Livre, leve e solta!



P.S.: Talvez o título me lembre M.H. ... Ou talvez M.H. me lembre o título.

quinta-feira, 10 de julho de 2008



Lá vem a maldita sensação de solidão...

Mas é tão bom lembrar o quanto se é amada, principalmente naqueles momentos de desespero ou naquela situação deprimente.
E também é bom saber que eu não desejo o mal para os meus inimigos. Eu fiz um trato para lavar a alma: Evitar conflitos.

quarta-feira, 2 de julho de 2008



Tirando poeira dos meus recantos mais gélidos...


Desfazer-me-ei em bondade,
em alegria,
em compreensão.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Pequena Princesa medíocre

Ando meio 'Pequeno Príncipe' nos últimos dias...
Os dias que parecem sempre os mesmos, salvo alguns detalhes.
Meus dèja-vu de particularidades andam tomando minha mente cansada e o passado esvaece cada vez mais; E ainda assim me persegue!
Eu planto minhas rosas, dialogo com elas, faço meu forninho com o simplório propósito de nutrir-me... Isso torna meus meus dias tão pares... Os céus estão sempre estrelados, contudo, perto do meu mundinho não passa uma pomba sequer para me libertar dessa rotina medíocre!
Então converso com minhas rosas e não me incomodo com seus espinhos. Aprecio as cores de suas pétalas. Que pétalas!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Pele

Teu toque
arrepia
minha pele.


Teus beijos
arrepiam
meus nervos;
fraquejam
meus ossos,
amaciam
meus músculos.


Dois corpos em coma.